É comum, especialmente em momentos de frustração legítima, que muitas cobranças recaiam sobre a associação como se ela tivesse, em mãos, o poder de assinar reajustes, conceder investimentos ou resolver distorções salariais por ato próprio. Mas é preciso dizer com clareza: essas decisões cabem exclusivamente ao Governo do Estado.
É o Governo, por meio de seus secretários, cúpula da segurança e comando administrativo, quem decide se vai ou não construir uma Polícia Civil forte, valorizada e digna.
À entidade de classe não cabe o poder de decisão, mas o dever de mobilização. A associação existe para amplificar o clamor da categoria, denunciar o abandono, judicializar quando necessário e lutar — incansavelmente — por respeito, estrutura e reconhecimento.
E essa luta acontece em diversas frentes.
Na esfera judicial, com vitórias importantes em ações individuais e coletivas.
Na defesa administrativa, com acompanhamento firme e técnico em sindicâncias e processos disciplinares.
Na estruturação da carreira, com a apresentação de propostas concretas — como a readequação das classes — que visam corrigir distorções históricas e valorizar quem dedicou uma vida inteira ao serviço público.
É importante entender que essas batalhas são maratonas, e não corridas de 100 metros. Muitas das conquistas começam em uma gestão e amadurecem em outra. Algumas ações, como as que envolvem a URV ou os percentuais de 21,7% e 5,14%, caminham para vitórias que poderão representar conquistas históricas e estruturantes para a categoria.
Por isso, é necessário ter consciência de que a luta não pode ser imediatista.
O delegado que hoje é de terceira classe, em poucos anos será Classe Especial ou estará aposentado. O que se constrói agora é o futuro de todos.
E essa construção só é possível com unidade. A associação não é um presidente. Não é uma diretoria. É uma estrutura coletiva, formada por mais de 500 delegados — cada um com sua visão, sua história e sua contribuição.
A fragmentação nos enfraquece. A adesão consciente nos fortalece.
As decisões podem não agradar a todos, mas são sempre pautadas pelo propósito de defender o interesse da coletividade.
Seguimos firmes, com seriedade, estratégia e compromisso.
Porque só existe representação legítima onde há união verdadeira.
A diretoria